texturas, para quê as quero

tatiana leão
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já comentei aqui sobre as aberrações cometidas pela manipulação digital. pessoalmente, não sou contra nada que possa ser usado para aprimorar a confecção de qualquer tipo de arte – bem como sou contra a fagocitação das antigas formas de fazê-la. não à toa, sou fã dos processos analógicos de fotografia, mesmo nunca tendo tido a oportunidade de fazer trabalhos em um laboratório old school. também sou fã das novas tecnologias. câmeras digitais, photoshop, plugins dos mais diversos… para mim, vale tudo para que uma foto se torne uma forma expressão, indo muito além do simples registro de um momento congelado no tempo.

no entanto, isso não significa necessariamente que eu domine essas tecnologias com toda a destreza de que gostaria. há mistérios em cada canto de cada técnica que poderia usar para gerar e tratar minhas fotos, e as possibilidades são tantas que me perco entre elas, sempre indecisa entre um caminho e outro para obter o resultado que mais exiba a combinação perfeita entre meus desejos e os da própria fotografia, que vai tomando vida conforme se revela.

um bom exemplo disso é a minha tentativa de usar texturas no photoshop para manipular um ensaio fotográfico, em agosto de 2008.

já fiz as fotos com essa manipulação em mente e, portanto, tive o cuidado de manter isso em mente ao produzi-lo. usei filme 35mm, com minha Canon AE-1, cujo ISO era 400, e saí fotografando, até perceber que tinha esquecido de configurar a câmera – totalmente manual – para essa sensibilidade, usando 800 ISO em vez disso. quando percebi o erro, já havia tirado o filme da câmera e dava tudo por perdido, para grande insatisfação da minha modelo, aline, que havia se esforçado em seu limite para que as fotos saíssem como planejara.

por meio do fórum clube fotorio, descobri que há muitas pessoas que fazem isso de propósito, “puxando” o filme para uma sensibilidade mais alta para conseguir resultados alternativos. corri para um laboratório muitíssimo recomendado e um dos poucos a “puxar” filmes, o kronokroma, e em alguns dias recebi o negativo. levei-o para digitalização no mesmo lugar de sempre, o mundo da foto e, depois de mais alguns dias de espera, me surpreendi em receber as fotos que tinha certeza de ter perdido.

dali por diante, começou a minha saga em usar a textura que havia escolhido. por algum motivo, não consegui me entender muito bem com ela ou com a forma de lidar com texturas como um todo e achei que o resultado ficou aquém do que esperava e desejava. gosto do resultado final conseguido, mas no fim das contas, não consigo deixar de avaliar a experiência como muito barulho por (quase) nada.

você pode tirar suas próprias conclusões navegando pelas fotos na galeria abaixo. se tiver alguma crítica, sugestão, pitaco a dar, deixe seu comentário. adoraria saber a percepção que outras pessoas têm das fotos, que com certeza serão bem diferentes da minha, contaminada por toda a experiência em criá-las! quem sabe um dia eu tente outra vez…

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Uma resposta para “texturas, para quê as quero”

  • Giglio Diz:

    Particularmente, tive a impressão de que o efeito de textura ficou melhor sobre o cenário de fundo do que sobre a modelo, como na terceira foto da galeria.

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