9. Giramundos
A noite adensa ele-criança corre ao quarto, ela-irmã dentro do guarda-roupa, sorrindo vidas roubando do silêncio o prazer ofegante do inesperado, ele-fulgurante sabe de sua presença, ela-filha teme a presença incômoda dos pais, corram!, arco-íris de semelhante vastidão numa casa que lá fora se agiganta, giraluas curvados e um amor indiferente ao sangue, desejos ouriçados vagando na semi-penumbra de um resto de dia, eles-brincalhões depois ele arquejante tentando suster o ímpeto da respiração, a porta suavidade o bastante respeito a um segredo aberta confundem-se num abraço que será o conforto para o que enfrentarão mais tarde.
-- publicado em agosto 19, 2002, às 5:03:06 PM
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