massagem

não que fosse uma casa pobre. asseverava que não era a geometria das meninas, todas aplainadas, retocadas, depiladas, bronzeadas e educadas. e ainda deixariam nabokov estupefato. o problema foi o eletricista, tratante, muito trabalho a fazer e furou. o jeito foi abrir assim mesmo, sem as câmeras. sei, as garotas não saberiam o que (e principalmente quem) as aguardava na improvisada sala de visitas. e outro final de semana fechada, seria o fim dos negócios. agradável que desfilassem, calcinha e sutiã, para um público-surpresa, não era. entendo. se encontrassem um amigo, um primo, pior, um irmão? eu. e adorei vê-la, rendas, peles e timidez, ah, maninha, bem que eu a percebia mais caprichada, e agora? como seriam suas mãozinhas se sujeitando à aspereza do meu corpo? e aquela tatuagem no seu seio esquerdo, finalmente desvendaria o rabo do beija-flor? agarrando seu pulso, eu disse: ela! e seguimos. pelo seu olhar, suspeitei que esperava uma bronca. mas estávamos muito distantes disso.

-- publicado em Domingo, Maio 02, 2004, às 3:54:06 PM

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De mim. Setenta e poucos de lugar nenhum. De pai, mãe e demônios, irmãos.

Whisner Fraga é contista.

De mim o quê? Augúrio em meu nome, whisky. Tantos joãos e marias, romãs e romarias, bares e putarias.

Whisner Fraga e' mineiro de Ituiutaba.

De mim falem os outros.

Whisner Fraga e' engenheiro e estudante de Letras.



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