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da existência do laço, dito por outra.
mãe nenhuma deveria ser mãe antes de ter lido os poemas de gabriela mistral. quando me tomo pelo pensamento de que os outros se cansarão de me ouvir falar sobre estar maternidade que experimento, única por si só enquanto tão una com a história comum de toda mulher, é nela que penso. me consola e renova o ânimo, ainda que sem pretensões. Pezinhos
Miedotradução de Maria Teresa Almeida Pina Pezinhos de criança azulados de frio Como os vêem e não os cobrem, Deus meu! Pezinhos feridos pelas pedras todas, ultrajados de neves e lodos! O homem cego ignora que por onde passais, uma flor de luz viva deixais; Que ali, onde colocais a plantinha sangrante, o narco nasce mais perfumado. Sede, posto que marchais pelos caminhos retos, heróicos como sois perfeitos. Pezinhos de criança, duas joinhas sofridas, como passam sem ver as pessoas! Yo no quiero que a mi niña golondrina me la vuelvan; se hunde volando en el cielo y no baja hasta mi estera; en el alero hace nido y mis manos no la peinan. Yo no quiero que a mi niña golondrina me la vuelvan. Yo no quiero que a mi niña la vayan a hacer princesa. Con zapatitos de oro ¿cómo juega en las praderas? Y cuando llegue la noche a mi lado no se acuesta... Yo no quiero que a mi niña la vayan a hacer princesa. Y menos quiero que un día me la vayan a hacer reina. La podrían en un trono a donde mis pies no llegan. Cuando viniese la noche yo no podría mecerla... ¡Yo no quiero que a mi niña me la vayan a hacer reina! Medo
Que No Crezcatradução de Henriqueta Lisboa Não quero que minha filha se transforme em andorinha. Para o céu iria voando sem baixar à minha esteira. Nos beirais faria ninho sem a pentearem meus dedos. Não quero que minha filha se transforme em andorinha. Não quero que minha filha se mude numa princesa. Calçando sandálias de ouro não brincaria no prado. E quando a noite descesse não dormiria a meu lado. Não quero que minha filha se mude numa princesa. E menos quero que um dia ela venha a ser rainha. Sentá-la-iam num trono a que meus pés não alcançam. E quando a noite chegasse, niná-la eu não poderia. Não quero que minha filha venha um dia a ser rainha. Que el niño mío así se me queda. No mamó mi leche para que creciera. Un niño no es el roble, y no es la ceiba. Los álamos, los pastos, los otros, crezcam: el malvavisco mi niño se queda. Ya no le falta nada: risa, maña, cejas, aire y donaire. Sobra que crezca. Si crece, lo ven todos y le hacen señas. O me lo envalentonan mujeres necias o tantos mocetones que a casa llegan; ¡que miniño no mire monstruos de leguas! Los cinco veranos que tiene tenga. Así como está baila e galanea. En talle de una vara caben sus fiestas, todas sus Pascuas y Noches-Buenas. Mujeres locas no griten y sepan: nacen y no crecen el Sol y las piedras, nunca maduran y quedan eternas, En la majada cabritos y ovejas, maduran y se mueren: ¡malhayan ellas! ¡Dios mío, páralo! ¡Que ya no crezca! Páralo y sálvalo: ¡mi hijo no se me muera! Que Não Cresça tradução de Henriqueta Lisboa Assim fique meu filho. Não o amamentei para vê-lo crescer. Um menino não é roble nem paineira. Os álamos, os pastos, os outros, cresçam. Qual malvaísco meu filho fique. Nada mais lhe falta: riso, manha, teima, graça, donaire. O crescimento virá de sobra. Se crescer será visto, acenos perceberá. Dar-lhe-ão valentia mulheres néscias ou os mocetões de visita. Não contemple meu filho monstros de léguas. Os cinco verões que tem, tenha. Assim como está baila e galanteia. No tamanho de uma vara suas festas cabem: Ano Bom e Páscoa. Mulheres loucas, não gritem e saibam: nascem e não crescem o sol e as pedras, nunca maduram e eternos quedam. nas manadas, cabritos e ovelhas maduram e morrem - os malfadados! Deus meu, não deixes que meu filho cresça! Pára-o, salva-o, para não morrer! por sweethell, em 20/05/03, às 11h55m25s {} envie {} trackback (0) {} anterior {} próximo {} topo
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