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sweethell sou eu...

... e meu nome verdadeiro é tatiana leão. uma carioca de 24 anos ainda morando no rio de janeiro, mas muito longe de ser uma carioca típica. mãe apaixonada da dominique, uma menina maravilhosa de 1 ano e 9 meses. libriana cética, carregando modificações corporais diversas, poucas certezas e muitos desejos.

quer saber ainda mais?

 

 

arquivo geral

» beleza em paz, parte V
» dos desejos religiosos.
» dos papéis nas relações interpessoais.
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tudo neste site que foi escrito, fotografado, produzido, etc por mim, não só é 2000/2004© sweethell (e não deve ser reproduzido sem autorização prévia), como também é um reflexo de minhas linhas de pensamento, sentimentos e visões. assim sendo, podem variar muito de suas próprias linhas de pensamento, sentimentos e visões. perceba que isto não significa que eu estou "certa" e você "errado/a", nem vice-versa. é simplesmente uma questão de pontos de vista, e caso você queira discutir/debater sobre algo contido aqui, seja bem-vindo para uma conversa amigável.

 


por sweethell, em 12/08/04, às 00h32m31s {} comente (6) {} envie {} topo {}

I distrust those people who know so well what God wants them to do because I notice it always coincides with their own desires.
Susan B Anthony, reformer and suffragist (1820-1906)

não confio em pessoas que sabem muito bem o que deus deseja que eles façam porque percebo que isto sempre coincide com seus próprios desejos.

---

retirado da mensagem de hoje do a word a day.
por sweethell, em 11/08/04, às 10h28m43s {} comente (2) {} envie {} topo {}

recebi, pela lista polyfidelity, um excelente artigo sobre uma proposta de classificação, em três "papéis" complementares, das relações interpessoais: the faces of victim, de lynne forrest.

Most of us unconsciously react to life from a position of victim-hood. Anytime we refuse to take responsibility for ourselves, we are opting to play victim. This leaves us feeling at the mercy of, done in by and un-faired against; no matter what our situation might be.

quase todos nós reagimos inconscientemente à vida através de uma posição de vítima. sempre que nos recusamos a atribuirmos responsabilidades por nós mesmos, estamos optando pelo papel de vítima. Isso nos deixa à mercê, atingidos, injustiçados; independente da situação.

há no site, em 'articles', outros textos tão bons quanto estes, mas por razões pessoais bastante particulares esse me apelou mais que os outros. vale a leitura.
por sweethell, em 09/08/04, às 17h35m22s {} comente (0) {} envie {} topo {}

depois de mais de um ano fechado, já passava da hora de voltar a atualizar isto aqui.

na verdade, durante todo este tempo o exercício de escrever aqui me fez muita falta, preenchida de formas diferentes por outros exercícios tão (ou mais, em alguns casos) enriquecedores quanto este, como a fotografia e a maternidade. ainda assim, era uma pendência pessoal que precisava ser resolvida... e agora eu espero que isso aconteça, ainda que aos poucos. afinal, já vão aí mais de quatro anos...

aos que entraram em contato nesse meio tempo perguntando sobre o hiato (surpreendentemente, não foram poucos!), eu agradeço sinceramente o apoio, e aguardo novamente a presença. aos que somente agora apareceram por aqui, sejam bem-vindos a este lugar indefinido.
por sweethell, em 05/08/04, às 17h34m51s {} comente (0) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

desta vez, sem impressões.

sinto que há necessidades também diferentes, ainda que semelhantes: o movimento circular pode tornar a estar onde começou, mas não encontra lá o mesmo ponto do ínicio, ainda que haja, implicitamente, o recomeço depois da volta.

todo o caminho percorrido colabora à mudança que encontra ao fim do ciclo: cada espaço com sua ação encadeando à outros um espírito único, na gravidade de um universo que se esvai com o próximo passo, ainda que preserve nele o que houve em si.

porém, se há a diferença, o que cabia antes perde o sentido: então é que se percebe que o que se guardou talvez tenha pouco valor no horizonte que se estende adiante, como uma árvore seca preserva ainda a memória de suas folhas.

construir assim o novo, sem a força que havia antes deste percorrer: e sem sequer encontrar um reflexo no que é alheio, sem admiração, sem intensidade, sem entrega, ainda que se tenham passado menos que os trinta anos.

o encontro do isolamento imutável que se pensava tão pouco tangível: é esta solidão, uma observação sem fim das vidas que não são minhas, um fim que existe sem um meio.
por sweethell, em 26/06/03, às 02h10m08s {} comente (8) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

não, não é o fim que me atinge, não a mim que já vi a outros fins, fora e dentro de mim, inúmeros e sempre veementes em seus desdobramentos. nem ao menos é a presença carregada de nostalgia do cheiro dela, a que já desejei e me deixou só, desejando e levando consigo outros como eu a levava comigo. nada disso, porque não há mais o que ver aí: o que havia foi se desfazendo com a memória que se esvaziava.

e agora eu vejo nele um pouco do que havia em mim: uma desesperança que não elimina a esperança, estrangulando-a no limite - uma dor que não se mostra como dor, mas como um desânimo que também não é desânimo - um peso que não se carrega mas é o peso maior que se leva sempre, nesta existência inconstante, desde que começou, todo o tempo:

a certeza, solitária em seu estado de certeza permanente, eu vejo nele o peso que lhe recai sem que esteja para ele preparado como nunca se pode estar, de que vamos todos morrer.
por sweethell, em 12/06/03, às 01h23m21s {} comente (0) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

e não há volta porque não houve abandono, já que não fugi daqui, apenas não conseguia chegar. e prometer fica para um outro momento, quando houver mais segurança de que poderei cumprir algo.

cobranças sobram enquanto a compreensão rareia. não tem sido fácil e não acredito que possam acreditar no contrário, e por isso não entendo e encolho-me com os olhares de censura. afinal, estou aqui, como sempre; gritar só vai assustar.

e, por enquanto, chega de "nãos".
por sweethell, em 21/05/03, às 12h27m58s {} comente (0) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

mãe nenhuma deveria ser mãe antes de ter lido os poemas de gabriela mistral. quando me tomo pelo pensamento de que os outros se cansarão de me ouvir falar sobre estar maternidade que experimento, única por si só enquanto tão una com a história comum de toda mulher, é nela que penso. me consola e renova o ânimo, ainda que sem pretensões.

Piececitos
A Jorge Guzmán Dinator

Picecitos de niño
azulosos de frío,
¡cómo os ven y no os cubren,
          Dios mío!

Piececitos heridos
por los guijarros todos,
ultrajados de nieves
          y lodos

El hombre ciego ignora
que por donde pasáis
una flor de luz viva
          dejáis;

que allí donde ponéis
la plantita sangrante,
el nardo nace más
          fragante.

Sed, puesto que marcháis
por los caminos rectos,
heroicos como sois,
          perfectos.

Piececitos de niño,
dos joyitas sufrientes,
¡cómo pasan sin veros
          las gentes!

Pezinhos
tradução de Maria Teresa Almeida Pina

Pezinhos de criança
azulados de frio
Como os vêem e não os cobrem,
          Deus meu!

Pezinhos feridos
pelas pedras todas,
ultrajados de neves
          e lodos!

O homem cego ignora
que por onde passais,
uma flor de luz viva
          deixais;

Que ali, onde colocais
a plantinha sangrante,
o narco nasce mais
          perfumado.

Sede, posto que marchais
pelos caminhos retos,
heróicos como sois
          perfeitos.

Pezinhos de criança,
duas joinhas sofridas,
como passam sem ver
          as pessoas!

Miedo

Yo no quiero que a mi niña
golondrina me la vuelvan;
se hunde volando en el cielo
y no baja hasta mi estera;
en el alero hace nido
y mis manos no la peinan.
Yo no quiero que a mi niña
golondrina me la vuelvan.

Yo no quiero que a mi niña
la vayan a hacer princesa.
Con zapatitos de oro
¿cómo juega en las praderas?
Y cuando llegue la noche
a mi lado no se acuesta...
Yo no quiero que a mi niña
la vayan a hacer princesa.

Y menos quiero que un día
me la vayan a hacer reina.
La podrían en un trono
a donde mis pies no llegan.
Cuando viniese la noche
yo no podría mecerla...
¡Yo no quiero que a mi niña
me la vayan a hacer reina!

Medo
tradução de Henriqueta Lisboa

Não quero que minha filha
se transforme em andorinha.
Para o céu iria voando
sem baixar à minha esteira.
Nos beirais faria ninho
sem a pentearem meus dedos.
Não quero que minha filha
se transforme em andorinha.

Não quero que minha filha
se mude numa princesa.
Calçando sandálias de ouro
não brincaria no prado.
E quando a noite descesse
não dormiria a meu lado.
Não quero que minha filha
se mude numa princesa.

E menos quero que um dia
ela venha a ser rainha.
Sentá-la-iam num trono
a que meus pés não alcançam.
E quando a noite chegasse,
niná-la eu não poderia.
Não quero que minha filha
venha um dia a ser rainha.

Que No Crezca

Que el niño mío
así se me queda.
No mamó mi leche
para que creciera.
Un niño no es el roble,
y no es la ceiba.
Los álamos, los pastos,
los otros, crezcam:
el malvavisco
mi niño se queda.

Ya no le falta nada:
risa, maña, cejas,
aire y donaire.
Sobra que crezca.

Si crece, lo ven todos
y le hacen señas.
O me lo envalentonan
mujeres necias
o tantos mocetones
que a casa llegan;
¡que miniño no mire
monstruos de leguas!

Los cinco veranos
que tiene tenga.
Así como está
baila e galanea.
En talle de una vara
caben sus fiestas,
todas sus Pascuas
y Noches-Buenas.

Mujeres locas
no griten y sepan:
nacen y no crecen
el Sol y las piedras,
nunca maduran
y quedan eternas,
En la majada
cabritos y ovejas,
maduran y se mueren:
¡malhayan ellas!

¡Dios mío, páralo!
¡Que ya no crezca!
Páralo y sálvalo:
¡mi hijo no se me muera!

Que Não Cresça
tradução de Henriqueta Lisboa

Assim fique
meu filho.
Não o amamentei
para vê-lo crescer.
Um menino não é roble
nem paineira.
Os álamos, os pastos,
os outros, cresçam.
Qual malvaísco
meu filho fique.

Nada mais lhe falta:
riso, manha, teima,
graça, donaire.
O crescimento
virá de sobra.

Se crescer será visto,
acenos perceberá.
Dar-lhe-ão valentia
mulheres néscias
ou os mocetões
de visita.
Não contemple meu filho
monstros de léguas.

Os cinco verões
que tem, tenha.
Assim como está
baila e galanteia.
No tamanho de uma vara
suas festas cabem:
Ano Bom e Páscoa.

Mulheres loucas,
não gritem e saibam:
nascem e não crescem
o sol e as pedras,
nunca maduram
e eternos quedam.
nas manadas,
cabritos e ovelhas
maduram e morrem
- os malfadados!

Deus meu, não deixes
que meu filho cresça!
Pára-o, salva-o,
para não morrer!

por sweethell, em 20/05/03, às 11h55m25s {} comente (0) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

foi em julho, quase dois anos atrás, que tudo mudou de língua. do inglês, exaustivamente exercitado em anos de aulas tão agradáveis quanto desagradáveis, para o português, nativo e apaixonado, ainda que descrente. veio acompanhado de mudanças sutilmente essenciais, tantas que seria impossível descrevê-las todas, e hoje é difícil entrever, entre essas mudanças e a língua, qual foi a influência e qual o influenciado.

disso sobrou somente o nome, com a sua carga de estranheza, resistente à toda ascensão e solitário em sua desfunção: a little bit of sweethell. há, é claro, um motivo. sempre há.

a primeira tentativa, distante já seis anos, tinha outro nome e outra forma. na verdade, era disforme em sua intensidade e nem mesmo as memórias - a minha, orgânica, e a do disco rígido, sintética - foram capazes de reter as informações que lá estavam. as cores, somente elas, permaneceram: o preto no fundo, o cinza nas palavras, e algum rosa e azul pontilhados para a atenção de quem se propusesse a vasculhar. surgiram velas, visitas ilustres, imagens egocêntricas, mas era como se tudo permanecesse o mesmo.

o longo hiato que surgiu logo depois disto veio da mais absoluta preguiça - de se dar e de manter essa doação escancarada. como uma pausa temporal, tudo parou e, aos poucos, ficou para trás, como deve ser. foi então que, através de uma nova ferramenta, criou-se esta fênix modificada, com o nome que lhe coube. quase não havia, àquela época, pessoas do mesmo país que eu se interessassem em ler o que lhes era tão facilmente alheio; por isto, o inglês, no nome e no resto. e, voltando ao início desta explicação desnecessária, algum dia o inglês se foi e, no seu lugar, o português, ainda presente.

e, se é assim, porque o nome continua como antes?

desta vez, quero guardar algo do que deixei. nada mais.
por sweethell, em 15/05/03, às 07h57m25s {} comente (0) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

ontem estive, pela primeira vez na vida, em uma delegacia. tudo muito claro, tudo muito limpo, tudo muito prático, com jeito e cheiro de coisa bem-feita. fui bem atendida e tudo o mais a que um cidadão tem direito, exceto pelo fato de que não resolvi o problema que me levou até lá.

na verdade, a excursão só serviu para transformar o que antes era uma impressão em uma certeza, comprovada oficialmente pelo inspetor de polícia verborrágico que me atendeu: por aqui, a lei tem o intuito mais forte de proteger os direitos do bandido, antes de servir para proteger do bandido o cidadão.

eu preferia ter ficado na dúvida...
por sweethell, em 08/02/03, às 13h58m00s {} comente (0) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

notório traidor, ele refaz para mim sua trama: se transmuta em minha nova vida como uma contradição por ele mesmo eternizada. e, se em si mesmo, perde suas razões, perco-me eu em tentar resolvê-lo.

se antes ele, o tempo, fascinava em minha saudade de outros como ele, não me decidirei jamais agora, com o desenvolver de todos estes pequenos caminhos, o quanto o quero rápido e o quanto odiarei se assim for.

ainda sei que não terá volta ou se repetirá: virá diferente, a cada momento que eu deixar de acompanhar.
por sweethell, em 03/02/03, às 13h18m00s {} comente (1) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

finalmente, depois de muito esforço diante das inúmeras interrupções, está pronto o babyblog!, a vida de um baby contada em um blog!



visite! a dominique promete muitos sorrisos em troca!
por sweethell, em 16/01/03, às 14h48m00s {} comente (6) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

fazer planos nem sempre é uma boa coisa; evitar a frustração causada pelo fracasso deles sempre pode ser uma alternativa, ainda que uma alternativa muitas vezes pobre. concomitantemente, talvez seja mesmo interessante estabelecer algumas metas - longe, é claro, do espírito ainda mais pobre da auto-ajuda best-seller - para não repetir os erros que se acredita serem tão prejudiciais à vida de alguém que tenha de conviver com eles por toda a vida, sem ter como consertá-los de forma tão fácil quanto lhe foram incutidos.

e uma dessas metas que eu tracei para minha relação educacional com a dominique eu encontrei, algum dia desses, em uma curta estória em quadrinhos.

uma das coisas que eu não quero fazer a ela, em preto e branco:


por sweethell, em 11/01/03, às 22h17m00s {} comente (0) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

enquanto não consigo disponibilidade suficiente para fazer um site mais caprichado, vou alimentando o fotolog das imagens mais recentes da dominique.



preciso dizer mais? visite!
por sweethell, em 07/01/03, às 22h19m00s {} comente (5) {} envie {} trackback (0) {} topo {}

saí de casa por volta das 21h, sem ela. ficou em um outro colo que não o meu, enquanto eu ia para uma festa, pela primeira vez desde que nasceu. saí de casa com ela ohando para mim.

durante o tempo em que estive fora, telefonei uma única vez para saber como estava. dormindo. e assim ficou, até a hora em que cheguei em casa. ela acordou, faminta. peguei-a, com os seios doloridos da falta dela. sem fome, ela dormiu.

e eu também.

sem dúvida, um feliz ano novo.


por sweethell, em 02/01/03, às 01h34m00s {} comente (6) {} envie {} trackback (0) {} topo {}


sobre ela. dizendo ainda mais. imagens para serem vistas - e adquiridas. ainda em construção. de volta ao início.